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21 de junho de 2014

Que matéria é esta, revista Elle?

Neste mês, a mídia impressa colocou em pauta os cosméticos orgânicos.A única que foi digna de aplausos, foi a Prana Yoga journal, clica aqui.
Leitora do blog comentou sobre a reportagem na revista Elle, edição de junho e vou rebater algumas afirmações da matéria, agradeço muito a Saraiva mega store que permite os clientes lerem as revistas sem a necessidade de comprar.

clica que aumenta

A Anvisa realmente não considera um cosmético orgânico e nem tem legislação sobre o setor ainda, o que infelizmente gera margem pra ser criado greenwashing e não há lei que caiba processar uma empresa que o faça.

A tricologista em questão não é a mais indicada no assunto, em mensagem no twitter disse que  infelizmente não dá pra abrir mão do silicone em produtos capilares, clica aqui - quando eu e todas as leitores de blogs de cosméticos orgânicos, sabemos que dá pra ser feliz abolindo silicones e derivados de petróleo em cosméticos capilares (e em todos os outros).

A marca dela é um dos exemplos mais graves de greenwashing, tanto que contatei o IBD - a certificadora nacional, e eles me responderam que os produtos desta marca não são certificados por ele, como diz o rótulo, muito menos é possível um cosmético ser chamado de orgânico com derivado de petróleo na composição, um ingrediente proibido por todas as certificadoras orgânicas no Brasil e no mundo - clica aqu, e tem outa fórmula aqui.

Ainda rebatendo o que a tricologista diz, que não é possível fazer um cosmético 100% limpo, só posso lamentar e discordar fortemente. O hidróxido de sódio, mais conhecido como soda caustica e que entra no processo de fabricação cold process de sabonetes e shampoos em barra, reage com os óleos vegetais e se trransforma em espuma, quando usamos um sabonete feito desta forma podemos dizer que se trata de um produto 100% natural.
Ou ainda usar saponificante de derivado natural como Sodium cocoate, presente nos shampoos da marca orgânica americana, 100% Pure - vide aqui



Sobre o custo da produção, como comentou a idealizadora da Est - também discordo fortemente, marcas como Herbia, Ikove e Cativa Natureza, conseguem produzir produtos excelentes, concordo que são mais caros do que um produto dito somente natural mas perfeitamente 'pagavel' digamos assim, nada tão absurdo.Por R$34,90 é possível comprar produtos Ikove, com certificação pela Ecocert - ou seja, ainda é mais barato do que Kerastase, que usa silicones e derivados de petróleo e saem na faixa de R$50.

clica que aumenta
A marca Est é tida como produto natural, tem insumos naturais mas  tem sulfato e outros ingredientes sintéticos, vide uma fórmula de shampoo aqui -não poderia estar em uma matéria sobre cosméticos orgânicos.Expliquei as classificações e variedades dos cosméticos com fórmulas naturais, clica aqui.



Por fim a revista traz alguns produtos, que eu e minhas leitoras discordam fortemente. Não estou desmerecendo nenhuma marca, apenas analisando a questão de ser orgânico ou não.

Vejam que os único produtos 100% naturais são da francesa Nuxe e da americana Josie Maran, na Sephora está vendendo e fui lá só pra espiar a fórmula - que são mais caros do que as opções de cosméticos orgânicos que temos por aqui | Davines e Alterna desconheço | Yves Rocher vi  a loja da marca e sei que tem sintéticos neles | Est ja comentei que se trata de produto natural, tem sintéticos inclusive sulfato e corantes | Bioextratus é produto convencional.

São produtos caros que não condizem com a realidade do mercado orgânico, foi um desserviço esta matéria, pois não levou em conta nenhuma das boas marcas orgânicas brasileiras, diria até uma falta de respeito ao trabalho duro dessas empresas. Além de induzir a consumidora ao erro, indicando produtos não orgânicos.

Agora minha pergunta que não quer calar- se chegaram a contatar a Surya para a matéria, por que não indicaram produtos da marca, orgânico de verdade e com preços melhores do que os citados na foto?
Eu tentei descobrir quem assinou a matéria e também o email da redação, na revista não tinha. Fiquei com vontade de rasgar a revista por causa dessa matéria, felizmente não sou leitora assídua.

Eu realmente não gosto de fazer críticas no blog mas esta matéria foi muito absurda, não pude deixar de rebater.
E se alguém ler alguma matéria que não concorda, envie pra mim, pra gente poder rebater. Não dá pra aceitar esse tipo de coisa num mercado sem regras claras, prejudica o movimento dos cosméticos orgânicos de verdade.


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