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8 de junho de 2014

[Minimalismo] semana 6 - da compulsão

Como já sabem,  aconteceu a Bio Brazil Fair,  além da comida orgânica, tinha lá na ponta dos meus dedos a maioria dos cosméticos nacionais.
Para uma consumidora sem problemas emocionais que eram descontados na forma de compulsão, tudo normal - mas para uma ex-shopaholic que já chegou a gastar numa tarde no shopping 1/3 do ótimo salário fruto de um trabalho que detonou sua saúde, sim era um problema, para alguém que não pode sair comprando algo por ter achado o cheiro mais incrivel do mundo também é um problema (por mais que aquele cheiro vindo dos óleos essenciais traga efeitos no emocional).

Mas enfim, do planejado para gastar com cosméticos que eu precisava repor,me saí muito bem, comprei exatamente o tônico diurno e o noturno, deslize foi só no condicionador, pois o shampoo já estava no planejado - mas digo que foi uma tarefa herculea estar na 'disneylandia dos cosméticos orgânicos' e de TPM, esta vilã da grande maioria dos meus ataques shopaholic. Graças aos céus que meu respeito por cada planta que tem num frasco é maior que minha compulsão - sei que não posso acumular, pois se acumulo não dou conta de usar antes de vencer.
Sobrevivi sem fazer um rombo no orçamento.

Alimentos em geral que nesta feira tem preços muito melhores, também consegui me controlar e produtos de limpeza idem (mesmo porque jurei que na minha casa nunca entrariam produtos de limpeza químicos e tóxicos, do jeito que meu nariz e do marido anda sensivel a qualquer fragância sintética não acho que a proibição seja quebrada). Nesse sentido o smartphone é o maior aliado, numa lista simples, anoto preços de produtos que sei que vou usar, como o detergente da Biowash que não contém sulfato e por isso não detona a mão , nem  ajuda a formar a espuma pavorosa no rio Tietê. Nesse caso valeu a pena, pois comprar detergente pelos correios pesa... isso foi necessário
(e entenda que aqui é um blog sobre orgânicos e propostas bem naturais)

Então tá... fomos ao shopping para deixar a leitura em dia: pegar muitas revistas e ler somente o que interessa (essa foi uma das maneiras que adotei há muito tempo pra não sair comprando todas as revistas). Mas no caminho até a livraria, estava  a Forever 21 sem nenhuma fila... já faz praticamente dois meses que tinha combinado que não compraria roupa 'porque achei legal'- mas queria entender o que faz um bando de mulheres esperar numa fila de 3 horas pra entrar na loja.

Primeiros 10 minutos, nada de surpreendente, a não ser preços bem convidativos para itens básicos como tops e regatas... até que: meopai! que calça super linda, super diferente!
Então puxei da mémoria que tinha que dar jeito no meu excedente, que essa calça provavelmente me faria comprar um sapato pra combinar, pois sim, eu tentei imaginar qual sapato daria certo... e por fim, a lembrança mais pesada: minhas dogs não tem teto na casa nova!
(seria mais fácil me mudar e conviver com elas dentro de casa, mas como a beagle foi adotada com seis anos, ninguém conseguiu ensina-la de que marcar território com xixi na casa não pode...)
A vida inteira criei todas as dogs no quintal e apesar de ter conseguido minha graminha, tem um problema: não tem área coberta pra elas... e como faz com a chuva?! Preciso construir um canil de concreto...

Então desisti da ideia, mas a praga é que a mulherada fashionista circulava até na livraria com aquela bendita sacolinha amarela... e o mau humor da TPM, muito mal acostumado a tomar um comprimido de compra, começou a me irritar, daí tive a ideia de que ia comer um dos melhores hamburgueres de SP...

Tudo certo, pois precisava comer mesmo e na TPM me permito um deslize alimentar...
Aí que me veio um insight, que para aguentar a dor da massagem que atenuava minha dor crônica (sim, a massagem era punk, de querer socar a fisioterapeuta mas garantia uns dias sem dor), eu pensava em comida, sempre junk food e sempre calórica, como coxinha e quibe que dentro da minha rotina não entrava... e que se antes eu compensava o stress, ansiedade ou TPM em compra, me caiu a ficha que só troquei uma compulsão por outra: comida!
Faz  dois meses que como praticamente o dia todo, trabalhando em home-office é muito mais fácil.
Daí que me toquei que dobrar o corpo em obliquo já ficou dificil, e que uma das minhas calças não entra...
(e já vi isso em terapia - minha mãe me dava mamadeira pra eu ficar quieta em vez de dar atenção ou colo - só que, até os 7 anos?! E vive dizendo que comida acalma cachorro... então daí da pra ver de onde veio minha associação comida x calmante...)

Pois é, saber aromaterapia pra isso eu sei - o duro é que quando você é a sua aromaterapeuta, você tem que ter noção exata do que tratar e tratar só o sintoma é igual alopatia, que você precisa de um para o que leva a compulsão... bingo... achei!

Por fim, uma frase me marcou bastante hoje: "toda compensação traz uma certa deformação " 
 Adler - discipulo de de Freud

Aguardem cenas dos próximos capítulos...


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