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17 de junho de 2013

As químicas dos óleos essenciais

Há tempos estou  ensaiando este post mas vi pessoas se confundirem com linalol, geraniol, citronellol, eugenol por darem altas notas no EWG, (saiba como ele funciona aqui) embora sejam substâncias presentes naturalmente em óleos essenciais.

Vale lembrar que o EWG considera estas substâncias puras, diferente de uma fórmula cosmética, que entram água, extratos, óleos vegetais, entre outras substâncias e óleos essenciais que portam estes componentes.
Uma coisa é avaliar uma substância isoladamente e outra é utilizar como um componente (que é o que o EWG analisa) numa fórmula cosmética, de maneira correta, consciente e segura.



São preocupantes? Depende muito do contexto...
Se você está grávida, amamentando ou tem algum problema de saúde, deve sim ter cuidado.

Se a fórmula for feita sem critérios mínimos de segurança do uso dos óleos essenciais existe sim o perigo de intoxicação. Não é porque um OE é uma substância natural que não há risco ou contra indicações, muito pelo contrário, óleo essencial de cravo por exemplo, precisa ser muito bem dosado, pode dar  alergia, coceira, irritação e num caso muito extremo intoxicação e envenenamento. Para isso se fazem cálculos de dosagem.

No entanto, alguém que conheça bem os óleos essenciais para produção de cosméticos seguem os critérios recomendados onde as formulações variam de 2% a  5% de OE . Geralmente ficam em menos que 1% para não dar reações adversas.

É importante saber identificar um óleo essencial, normalmente é escrito em latim, acompanhado de oil, por exemplo lavanda = lavandula officinalis oil.
Lavanda é muito usada em cosméticos, mesmo assim ela tem: linalol e geraniol, entre outras substâncias químicas naturais.
A grande maioria dos cosméticos naturais e orgânicos tem óleos essenciais e assim estas substâncias estarão neles. (Só pra constar existem cosméticos sem OEs.)

Falando na lavanda, tenho um sabonete da Weleda, falei aqui. Se for observar a fórmula
dá pra ver que linalol e geraniol estão em último, assim como na maioria dos produtos.
Na regra clássica de rotulagem, os ingredientes estão em ordem decrescente ou seja, no início significa muita quantidade e no final pouca, ou seja a concentração de linalol e geraniol é baixa.

Bom, vou dizer que como usuária de óleos essenciais há 5 anos, de cosmético natural e orgânico há 4, estudante autodidata há 7 ,12 livros lidos e  3 anos em cursos... Te digo que não tive nenhuma reação adversa seja eu fazendo minhas próprias sinergias respeitando a dosagem segura ou usando em algum cosmético -  mas dar reação é algo muito pessoal também...

Já fiz estrago em mim enquanto aprendia a utilizar os óleos essenciais... usei  sinergia que dentre outros óleos estavam cravo e canela, altamente irritantes em grande quantidade, resolvi dobrar a dose para ver se fazia mais efeito e também se agia mais rápido, resultado: criei bolotas vermelhas gigantes no local aplicado, além de insônia, já que são óleos estimulantes - por isso sigam sempre as recomendações de uso!

Na natureza tudo é química e nesta saga química existem três átomos principais  hidrogênio, oxigênio e carbono, que  formam as tais substâncias químicas - os 'ols' que a gente vê no EWG, as funções mudam conforme dançam os elétrons.

Os óleos essenciais são praticamente uma orquestra química, existem 3 classes:
1) - terpenos
2) - derivados terpênicos
3) - compostos derivados de fenilpropanol

Vamos pular a parte aula de química zzzzzzzzzzzzzzzz (senão teria que mostrar todas as combinações moleculares posíveis)  e irmos direto ao ponto:
O linalool entra na classe dos álcoois terpênicos - estão na lavanda, bergamota, pau rosa e coentro.
(ps- antes que alguém diga que existe linalol sintético... os cosméticos  orgânicos os tem naturais por serem componentes dos OEs)



Não tenho a lavanda da Laszlo, que é a ÚNICA marca que mostra no rótulo o percentual de cada uma das substâncias químicas- achei somente legivel o Benjoim do Sião- mas é  só pra terem idéia de quantas químicas naturais estão presentes em um óleo
Por exemplo o Pau rosa, tem entre 80% de linalol - mesmo assim ele é um óleo muito seguro de usar.

É pra sair desesperada porque o EWG deu nota 5 para ele (clica aqui) ?!  NÃO! Primeiro porque estes 80% estão num frasco de 10ml, como disse no início em cosméticos se usam cerca de 1% ou menos de óleos essenciais. Se um shampoo tem 100ml e se usa 2% do óleo - ou seja 2ml, haverá apenas uma fração de linalol, coisa de 0,00X% (algum número - sorry não sei fazer contas com números tão pequenos).

Mas pra ficar bem completo o post  - vale dizer que a composição química do OE também muda de acordo com o terreno que é plantado, do tipo de clima - país normalmente. 


Realmente espero que tenha conseguido passar a mensagem de que mesmo o EWG acusando risco,a quantidade é muito pouca. Isso serve pra mostrar que nem toda química é ruim e que a diferença entre o veneno e o remédio é a quantidade... e é exatamente assim que os óleos essenciais trabalham. Em gotas contadas!

Mas veja bem - isso só vale para as químicas encontradas nos OEs, não saia dando uma de aloka achando que isso vale para parabenos também, porque até hoje só se veem acusações em cima dele.


FONTE: Tudo sobre aromaterapia - Adão Roberto Silva
 


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